Pra que serve o algoritmo?

O Algoritmo se tornou o principal vilão dos posts dos gurus e estrategistas de redes sociais. Mas será que ele é o Magneto dessa relação X-Men? Um vilão mesmo?

Estavámos acostumados a não ter algoritmo pela frente. No mundo de 10 ou 14 anos atrás era normal ter uma lista de blogs/sites favoritos. Todos deixavam salvo nas pastas do navegador às vezes. Então, todo dia ou toda semana era normal acompanhar os posts pela busca direta. Não existia tanta propaganda assim nos chats (Uol, MIRC). As pessoas usavam para conversar e não para ficar fazendo propaganda de blog.

Então, veio o Orkut. Vamos especificar mais. Vieram as comunidades do Orkut onde muita gente divulgava seus links de blogs e ali se começava a ensaiar uma divulgação que ficaria absurda depois. Entretanto, no seu auge, o Orkut não tinha “Feed”, nem notificações. Ainda estavámos acostumados a ir atrás de blogs e sites ou de suas respectivas Comunidades no Orkut. Era algo que forçava o usuário a ter uma ação de busca.

Com o tempo o Facebook foi ganhando mercado e mostrando como era interessante uma rede mais “amigável” e com mil notificações. Ali já começava a trabalhar o algoritmo (Edge Rank) de Mark Zuckerberg. Cada like/comentário era um incentivo de que aquele post era bom. Bom para um plataforma como visão de negócios.

Hoje, o usuário não precisa ir atrás de seus blogs/sites. Basta falar na frente do seu iPhone que em poucos segundos vai receber propaganda nas redes sociais (Instagram/Facebook). Basta conversar pelo WhatsApp que quer uma bota e na próxima página vai ver propagandas de botas por uma semana.

Os sites perderam em número de acessos, visto que muita gente só vai ler o título que está nas redes sociais, compartilhar com todos e nem ler a matéria. É o momento da ostentação de número de seguidores e de likes/comentários comprados com perfis falsos.

O algoritmo existe para facilitar o acesso em aplicativos e redes sociais. O que poderia fazer dele um vilão é a visão de negócio da rede proprietária. Mas o algoritmo existe para facilitar e não prejudicar.

Hoje, temos grandes interlocutores (como a Folha de São Paulo) deixando o Facebook. Mas será que isso vai impactar para a empresa Folha? Basta olhar os posts antigos e ver que seu engajamento já era baixo. O usuário comum não dá importância para páginas jornalísticas que só divulgam link e nem interagem. Rede é social. É conversa. É engajar através de conversa e não de fakes que respondem “great” no Instagram. É ir além e provocar o outro que, por acaso, pode ser seu público-alvo!

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