Arquitetura da Informação – usabilidade, heurísticas e ergonomia

Usabilidade é a medida na qual um produto pode ser utilizado por usuários para alcançar objetivos específicos com efetividade, eficiência e satisfação em um determinado contexto de uso. Essa é a definição segunda a ISO norma 9241-11 [5].

Este é um Check-list básico de um projeto de Arquitetura da Informação de um site/App:

 

  • Qual o objetivo do aplicativo?

 

 

  • Qual o público?

 

 

  • É para um serviço? Divulgação de notícias?

 

Afinal todo projeto de um software tem um briefing. Além de se avaliar as necessidades de um aplicativo é necessário avaliar os parâmetros de funcionamento dele. Em outras palavras: para que ele serve? Coloque tudo literalmente no papel.

Crédito: Catarinas Design

Crédito: Catarinas Design

Características de um sistema com usabilidade (segundo a Norma ISO/IEC 9126-1):

  • Inteligibilidade;
  • Aprensibilidade;
  • Operacionalidade;
  • Atratividade.

Um bom software deve ser fácil para o usuário navegar e aprender como prosseguir e voltar de uma ação. Deve ser simples para ser operar já prevendo em quais sistemas ele vai rodar (Android/iOS, etc). É importante que ele seja interessante o bastante para manter a atenção do usuário dentro do aplicativo o maior tempo possível.

O processo para a Produção de um Aplicativo que deve ter o acompanhamento de um Arquiteto da Informação do início ao fim:

1- Briefing

2- Planejamento

3- Produção do Protótipo

4- Implementação e testes

Afinal, é nessa fase de testes que se avalia o aplicativo em relação à sua funcionalidade. É o momento de avaliar se está tudo dentro dos critérios.

10 heurísticas de Nielsen:

Jackob Nielsen é proprietário do Norman e Nielsen Group. Elaborou a lista desses parâmetros (heurísticas) de usabilidade baseado em um estudo com 294 erros de sites analisados por ele. O método de avaliação heurística consiste na participação de 3 a 5 analistas.

1- Visibilidade de Status do Sistema: É preciso se certificar de que a interface sempre informe ao usuário o que está acontecendo, ou seja, todas as ações precisam de feedback instantâneo para orientá-lo.

2- Relacionamento entre Interface do sistema e o mundo real: Usar termos que sejam de fácil compreensão do usuário. Evitar termos técnicos que não façam sentido.

3- Liberdade e controle do usuário: Que ele possa desfazer e refazer uma ação. Que ele possa retornar, caso não queira concluir tal ação.

4- Consistência: a identificação de um botão por cor ou nome deve ser a mesma em todas as telas. Uma mudança no ícone ou na palavra vai atrapalhar o usuário.

5- Prevenção de erros: Nas palavras de Nielsen “Ainda melhor que uma boa mensagem de erro é um design que possa prevenir esses erros”.

6- Reconhecimento ao invés de lembrança: Evite acionar a memória do usuário o tempo inteiro, fazendo com que cada ação precise ser revista mentalmente antes de ser executada. Permita que a interface ofereça ajuda contextual. As informações devem orientar as ações do usuário.

7- Flexibilidade e eficiência de uso: O sistema precisa ser fácil para usuários leigos, mas flexível o bastante para se tornar ágil à usuários avançados. Essa flexibilidade pode ser conseguida com a permissão de teclas de atalhos, por exemplo. No caso de websites, uso de máscaras e navegação com tab em formulários são outros exemplos.

8- Estética e design minimalista: Evite que os textos e o design fale mais do que o usuário necessita saber. Os “diálogos” do sistema precisam ser simples, diretos e naturais, presentes nos momentos em que são necessários.

9- Ajude os usuários a reconhecer, diagnosticar e sanar erros: As mensagens de erro do sistema devem possuir uma redação simples e clara que ao invés de intimidar o usuário com o erro, indique uma saída construtiva ou possível solução.

10- Ajuda e documentação: Um bom design deveria evitar ao máximo à necessidade de ajuda na utilização do sistema. Ainda assim, um bom conjunto de documentações deve ser utilizado para orientar o usuário em caso de dúvida. Deve ser visível e de fácil acesso.

Agora, vamos falar sobre…

Ergonomia

Ela está na origem da usabilidade. Analisa o tempo, o esforço físico e cognitivo para que a pessoa possa utilizar o aplicativo, por exemplo.  Quanto mais adaptado ele for às necessidades do público mais eficaz ele pode ser.

É a área que se compromete estudar as relações do trabalho ao homem. Sendo dividida entre física e cognitiva. As tecnologias de informação e comunicação têm grande contribuição para a ampliação das pesquisas em ergonomia cognitiva.

Critérios para avaliação ergonômica de um site/App, segundo a norma ISO/9241-10:

  • Adaptação à tarefa;
  • Autodescrição (feedback);
  • Controle ao usuário;
  • Conformidade às expectativas do usuário;
  • Tolerância aos erros;
  • Facilidade de individualização;
  • Facilidade de aprendizagem.

Este artigo é um ponto de partida para você que está pesquisando. Espero que possa contribuir com a busca de quem realmente está interessado em estudar o tema. Bom trabalho!

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