Reportagem assistida por computador

Quando comecei a escrever esse Blog (novembro/2009), eu ainda estava há pouco tempo trabalhando como analista de redes sociais (já era assim que havia sido registrada na carteira de trabalho). Entretanto, poucos meses antes ainda era uma repórter de jornal impresso (das editorias de política, meio ambiente e cidades).

Depois de algum tempo comecei a fazer leituras de pesquisas com esse título “Reportagem assistida por computador” (RAC) e expressões de “revolução cibernética”. Juro que não passei por nenhuma crise. Afinal trabalhar como repórter e saber usar o monitoramento das redes (mesmo sem saber que esse era o nome), já era algo normal para mim. Em 2009 analisa todos os perfis de Twitter e do Orkut dos vereadores antes de ir para a sessão na Câmara Municipal. Enumero aqui algumas das técnicas apresentadas por Nilson Lage no que se refere à RAC:

1- Internet (?)

A confiabilidade é um dos principais temas aqui. Nem tudo que se encontra na rede é verdade. Por isso, a pesquisa na Internet deve ser investigada off-line.

2- Planilhas de cálculo

“Planilhas de cálculo servem principalmente à cobertura de esportes, ciências sociais e da natureza, economia e política (…) É possível a partir de dados disponibilizados pelo sistema penitenciário, estabelecer em valores percentuais, quantos presos cumprem integralmente a pena e quantos saem antes.”

3- Banco de dados

“Sua utilidade em reportagem ganha sentido principalmente quando se pensa que as matérias de um jornal fazem parte de um contínuo, que o assunto ou o caso a que se referem(…) Um bom repórter especializado em política ou problemas na Amazônia, pode ir colecionando em banco de dados informações sobre a criminalidade em geral e casos específicos”.   

Mesmo depois de tantos anos longe das redações, ainda vejo o quanto os profissionais da reportagem ainda não aprimoraram seus conhecimentos para essa nova era.  Talvez seja a mesma crise daqueles que um dia tiveram que abandonar a máquina de escrever para usar um computador com monitor CTR (aquele de tubo).

Entretanto, é preciso quebrar essa barreira da falta de “intimidade” com sistemas de monitoramento na Internet, com programas aplicativos (como o Excel, por exemplo) e com organização e mineração de banco de dados. Já não é mais o tempo de pedir apoio do “rapaz da Informática”.

Por enquanto é só isso que vamos problematizar por aqui. Você faz concurso para a área de Comunicação? Então é regra entender esse assunto, principalmente essa versão do Nilson Lage, do livro “A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística”.

Este é um tema que pode ser bastante ampliado. Talvez eu faça mais posts sobre isso. Que tal?


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