Não existe líder de opinião na Internet

No início das análises de monitoramento de Redes Sociais (por volta de 2008 ou 2009), o influenciador era identificado como aquele que tinha o maior número de seguidores (amigos) e por consequência aquele que teria o maior alcance. Certo?

Hoje – em que muita gente é uma web-celebridade com muitos seguidores no Instagram, Facebook, Twitter, etc – é possível determinar o influenciador apenas desta maneira?   No máximo temos aquele que supostamente expôs tal assunto para mais perfis.

Exemplo: Um perfil XYZ tem 4 mil seguidores no Twitter. Ele criou a sua conta em 2008 e desde então acumulou essa rede. Entretanto, mais de 1,2 mil perfis que o segue não são mais ativos. São perfis fakes, de lojas, de personalidades eleitoreiras ou perfis de usuários comuns que até publicam posts (mas estes são automáticos vindos diretamente do Facebook ou Instagram). Qualquer post que o usuário XYZ divulgue não terá o alcance exato de 4 mil seguidores. Entretanto, muitas agências ainda divulgam isso como dado concreto.

Acredito que a nomenclatura que deve ser mudada. Não é o número de usuários alcançados. Mas a soma do número de seguidores dos perfis que divulgaram tal notícia. Seria o mais honesto. Sem garantias de que todos eles tiveram acesso ao conteúdo.

Líder de opinião é que realmente conseguiu mudar algo depois da publicação do seu post. Exemplo: XY publicou um post questionando algo e colocou um link de venda de um produto, ZT fez o mesmo e LM também. A identificação de quem conseguiu vender mais com aquele link tagueado vai mostrar quem conseguiu de fato mudar e concretizar com a ação a decisão das outras pessoas. Digamos que LM conseguiu “vender” mais depois de se expressar nas redes sociais. Ele foi um líder de opinião nesse caso.

Líder de opinião é quem consegue mudar ações efetivas e não só quem consegue maior alcance de exposição!

A teoria do “Fluxo em duas etapas” (Two-step-flow) foi formulada em 1948, mas ainda parece bem atual.

“A mensagem transmitida pelos meios de comunicação de massa não chegaria diretamente ao indivíduo, mas sim por intermédio de um “líder de opinião”. Ou seja: o conteúdo da mensagem transmitida pelo jornal, pelo rádio ou pela TV só teria alguma influência sobre o indivíduo após este consultar o seu líder de opinião a respeito do assunto”.

Essa é uma boa explicação apresentada por Gaudêncio Torquato no livro “Comunicação nas Organizações: empresas privadas, instituições e setor público”.  Ele ainda cita:

Portanto, uma das tarefas principais para quem quiser se utilizar da fórmula do “fluxo em duas etapas” consiste na identificação dos líderes de opinião, o que é difícil e deve ser feito à custa de muita observação dos comportamentos dos grupos que se pretende atingir. O processo foi potencializado pelo fenômeno das redes sociais digitais, em que canais como o Twitter ou o Facebook apresentam “líderes” seguidos em tempo real por milhares ou até milhões de usuários.

E você? Acredita em “líderes de opinião”?

 


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