Redes Sociais e a Espiral do Silêncio

O que você imagina quando vê esta imagem?

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E nesta outra imagem?

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A conquista por mais espaço faz com que exista uma certo duelo entre opiniões. Isso ocorre tanto na vida offline quanto na online.

Nestes graphos da Raquel Recuero é possível ver como os diferentes grupos das eleições deste ano não dialogaram. Da mesma forma como (boa parte das ) pessoas que não pertenciam às militâncias também não entravam nas discussões:

Captura de Tela 2014-11-08 às 12.11.14 PM

Quantas pessoas não decidiram ficar de fora de qualquer debate? Isso não só na política. Há pessoas que preferem não entrar em diálogos sobre determinado tema, visto que a maioria já tem uma opinião formada.

A filósofa alemã, Elisabeth Noelle-Neumann elaborou – em 1984 – a Teoria da Espiral do Silêncio. Na época houve críticas que esta teoria não seria um avanço para a teoria de opinião pública. Estas são suas premissas, segundo o livro “Teorias da Comunicação – conceitos, escolas e tendências”:

“1. A sociedade ameaça os indivíduos desviados com o isolamento;

2. os indivíduos experimentam um contínuo medo ao isolamento;

3. este medo ao isolamento faz com que os indivíduos tentem avaliar continuamente o clima de opinião;

4. os resultados dessa avaliação influem no comportamento do público, especialmente na expressão pública ou no ocultamento das opiniões”

Noelle-Neumann era especialista em demoscopia (pesquisa de opinião do público para torná-la conhecida).

“Sua pesquisa indicou que as pessoas são influenciadas não apenas pelo que as outras dizem, mas pelo que as pessoas imaginam que os outros poderiam dizer. Ela sugeriu que, se um indivíduo imagina que sua opinião poderia estar em minoria ou poderia ser recebida com desdém, essa pessoa estaria menos propensa a expressá-la”(Communication theory & Research application. Pag 34)

Graphos que fiz dos últimos twitaços das militâncias do PSDB e PT no segundo turno:

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O desafio para muitos grupos – que querem defender suas ideias nas redes – é conseguir dialogar com quem ainda não tem opinião formada. Apenas fazer twitaços só faz rmostrar a força de suas mobilizações. Mas como converter isso em apoios?

O relacionamento é a grande chave para mudar este cenário. Sem diálogo a rede vira broadcast. Caso contrário, o cenário se repetirá sempre (e não estou me referindo apenas à política).

“Para Elisabeth Noelle-Neumann, o ponto central de toda sua hipótese é a capacidade que ela reconhece nas pessoas de perceberem o que por ela é denominado de clima de opinião, independentemente do que essas pessoas citam. Assim, ao perceberem – ou imaginarem – que a maioria das pessoas pensa diferentemente delas, essas pessoas acabam, num primeiro momento, por se calarem e, posteriormente, a adaptarem, ainda que muitas vezes apenas verbalmente, suas opiniões às dos que elas imaginam ser a maioria. Em consequência, aquela opinião que, talvez de início, não fosse efetivamente da maioria, acaba por tornar-se a opinião majoritária, na medida que se expressa num crescente movimento de verbalização, angariando prestígio e alcançando a adesão dos indecisos”.

E aí? Alguém se identificou?

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